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O Nosso Projeto


O que fazemos não é apenas distribuir ajuda. É criar um espaço onde a terra produz, as casas são construídas, a mesa é posta e as pessoas têm onde pertencer.

A Fundação Bodhi Moçambique nasceu de uma convicção simples: a dignidade não se declara, constrói-se. No terreno próprio de quinze hectares em Namaacha, estamos a criar um ecossistema onde cada actividade serve um propósito imediato e gera condições para o próximo passo


Visão do Projecto


01 | A TERRA QUE ALIMENTA E EMPREGA

Produzimos no nosso espaço. Criamos emprego. Alimentamos a comunidade.

O terreno da Fundação inclui uma área agrícola activa onde se produz para consumo da comunidade, para o refeitório e para distribuição directa a famílias em situação de necessidade. Não se trata apenas de cultivar — trata-se de criar um ciclo completo onde a terra é o ponto de partida.

O que fazemos na agricultura:

  • Produção própria:  cultivamos hortícolas, legumes e fruta no nosso espaço, com técnicas de agricultura sustentável e agroecológica.

  • Emprego local:  trabalhamos com agricultores da comunidade, criando postos de trabalho directos e estáveis, com rendimento regular.

  • Alimentos para quem produz:  os agricultores que trabalham connosco têm acesso garantido aos alimentos que produzem — parte da colheita reverte directamente para as suas famílias.

  • Abastecimento comunitário:  o excedente da produção alimenta o refeitório social e é distribuído a famílias identificadas em situação de insegurança alimentar.

  • Formação prática:  em parceria com a Academia North, desenvolvemos programas de formação em agropecuária e agrofloresta para jovens da região.


02 | CASAS PARA QUEM NÃO TEM ONDE VIVER

Construímos com apoio externo. Entregamos a quem mais precisa.

Uma das realidades mais visíveis na região de Namaacha é a existência de famílias e pessoas — em particular idosos — que vivem em condições habitacionais degradadas, sem estrutura, sem segurança e sem dignidade. A Fundação assume a construção de habitações de apoio como uma das suas responsabilidades centrais.

Como funciona:

  • Apoio externo como motor:  a construção de cada casa é financiada por parceiros institucionais, empresas, doadores privados ou programas de responsabilidade social empresarial (RSE). A Fundação mobiliza os recursos, coordena a obra e garante a entrega.

  • Construção sustentável:  utilizamos materiais ecológicos, técnicas de eficiência energética e sistemas de reaproveitamento de águas pluviais, mantendo custos acessíveis e impacto ambiental reduzido.

  • Mão-de-obra local:  a construção é feita com trabalhadores da comunidade, gerando emprego e transferindo competências técnicas — incluindo formandos da Academia North.

  • Critérios de atribuição:  cada habitação é atribuída com base num processo de avaliação de necessidade. A prioridade vai para idosos sem condições habitacionais mínimas, famílias em situação de sem-abrigo e pessoas com incapacidade.

"Cada casa construída é entregue a uma pessoa real, com nome, com história, com necessidade verificada."

04 | O REFEITÓRIO — A MESA QUE ESTÁ SEMPRE POSTA

Cozinhamos todos os dias. Para quem está presente e para quem não consegue vir.

O refeitório social é o coração físico da Fundação — o espaço onde a missão se torna concreta, diária e visível. Não é uma cantina ocasional nem uma distribuição de emergência. É um serviço regular, com qualidade, que serve duas funções simultâneas: alimentar quem está presente e garantir entrega a quem não pode deslocar-se.

Como funciona o refeitório:

  • Cozinha activa todos os dias:  preparamos refeições completas e equilibradas com produção própria sempre que possível, complementada com aquisição a produtores locais.

  • Alimentamos quem está presente:  beneficiários, trabalhadores da Fundação, voluntários e membros da comunidade em situação de vulnerabilidade têm acesso a refeição no espaço, sem custo.

  • Entrega do dia:  para idosos, doentes ou pessoas com mobilidade reduzida que não conseguem vir ao espaço, organizamos entrega directa de refeições ao domicílio.

  • Área social integrada:  o refeitório é também um espaço de convívio, onde se combate o isolamento — um lugar onde as pessoas se encontram, conversam e pertencem.

  • Sustentabilidade do serviço:  parte das receitas do restaurante comunitário (aberto também ao público geral) reverte para financiar as refeições sociais gratuitas.


03 | QUEM RECEBE — OS BENEFICIÁRIOS

Não apoiamos categorias. Apoiamos pessoas. Com necessidade verificada e critérios claros.

A Fundação actua com uma metodologia de triagem activa: identificamos, avaliamos e acompanhamos individualmente cada pessoa ou família antes de qualquer apoio. O objetivo é garantir que os recursos chegam a quem tem maior necessidade e reúne as condições para beneficiar de forma sustentada.

Quem é elegível:

  • Idosos  em situação de isolamento social, com carências alimentares graves, sem habitação condigna ou sem rede de apoio familiar. A prioridade é absoluta para este grupo.

  • Crianças e adolescentes  em situação de vulnerabilidade — sem acesso regular a alimentação, em risco de abandono escolar ou sem proteção familiar adequada.

  • Jovens sem emprego  sem acesso a formação profissional e sem perspectivas de integração no mercado de trabalho, residentes na área de intervenção da Fundação.

  • Famílias em pobreza extrema  sem rendimento estável, sem habitação adequada ou sem capacidade de assegurar alimentação regular para os seus membros.

  • Pessoas com incapacidade  física ou mental, em situação de exclusão social, sem apoio institucional ou familiar suficiente.

  • Sem abrigo  sem residência fixa, em situação de rua ou condições habitacionais de risco imediato.


Processo de admissão:

"Cada candidatura é avaliada pelo gabinete de atendimento social da Fundação. A triagem considera a situação económica, o contexto familiar, as condições de saúde e a localização geográfica. O acompanhamento é contínuo — os beneficiários são revisitados regularmente para ajuste dos apoios prestados."


"A terra produz. As casas erguem-se. A mesa está posta. As pessoas têm um lugar. Isso é o projeto Bodhi."